terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bíblia

1ª EPÍSTOLA DE JOÃO

Tema: Verdade e Justiça

Data: 85-95 d.C.

João escreveu: Evangelho de João, I, II e III Epístolas de João e o Apocalipse, sendo o próprio Jesus o autor do último.

O tema da epístola sugere um combate aos falsos ensinamentos a respeito de Jesus, sua salvação, e as evidências na vida do crente. João ressalta a fé que salva, a obediência aos ensinamentos de Jesus e a santificação pela Palavra da Verdade, exortando sobre o fato do crente ser templo do Espírito Santo de Deus.

A fé e sua prática na conduta cristã são plenamente evidenciados na epístola. João combate o meio termo entre luz e trevas, verdade e mentira, justiça e pecado, amor e ódio, entre amar a Deus e ao mundo, entre ser filho de Deus e filho do inimigo, e assim por diante.

João aborda o fato de Jesus ser nosso advogado diante do Pai. Sendo Ele o justo juiz, quem nos condenará, pois é Ele mesmo quem nos justifica. Pelo seu próprio sangue nos comprou, redimindo-nos e fazendo-nos reis e sacerdotes na nova aliança. Em Cristo, somos mais que vencedores. Torna-se, contudo, necessário confessar os pecados diante do pai, para sermos em Jesus perdoados e purificados de toda injustiça.

Jesus nos exortou dizendo: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”, Mt.5:13-16. Com base nesta palavra João nos adverte, alertando-nos a não amarmos este mundo, 2:15,16. Pois há um espírito de rebelião, de resistência e indiferença que age neste mundo contra Deus, sua revelação e seu povo. Trata-se de operação maligna que não está sob o senhorio de Jesus Cristo, cujo objetivo é destruir os padrões divino de conduta e fé.

O príncipe deste mundo é o deus do presente sistema. Controla, juntamente com sua hoste de espíritos malignos homens e mulheres a ele subordinados. Sob sua égide, mantém o mundo organizado em sistemas políticos, econômicos, culturais e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo, recusando-se a submeter-se à sua verdade.

O mundo e a igreja verdadeira de Jesus são dois grupos distintos de povo. A igreja está sob o domínio do Espírito Santo e pertence exclusivamente a Deus. Neste mundo somos forasteiros e peregrinos. Caminhamos para a nossa pátria eterna, celestial. Maranata!!!

 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013


Éfeso

APOCALIPSE

Ao ler o livro do Apocalipse, ao absorver suas imagens, você e eu somos dominados pela percepção de que Deus é o Senhor da história. Não importam quais possam ser as circunstâncias hoje, pois Cristo triunfará e, no final, a justiça de Deus será plenamente vindicada.
"Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.", 1:3. A ideia de “guardar a palavra” pode ser entendida da mesma maneira que o texto do Evangelho de João 14:15, onde Jesus declara: “aquele que me ama guarda os meus mandamentos”, guardar então é cumprir, obedecer.
As cartas endereçadas às sete igrejas da Ásia transmitem, resumidamente, o ensino de que a vigilância, fidelidade ao Senhor e à sua Palavra, somados à perseverança e transmissão da fé que salva, exercitada por um coração simples e contrito, mantêm-nos em santificação, aptos para a vitória do herdar a coroa da vida. O destino do livro, portanto, é a igreja de Jesus.
O Espírito Santo de Deus foi derramado para, soberanamente, executar o intento do Senhor Jesus, passeando entre os sete castiçais, 1:12,13, ou seja, por todo o período da igreja na face da terra, pois Ele é eterno e onipresente, “e nos constituiu reis e sacerdotes para servir a Deus Pai. A Ele sejam glória e poder para todo o sempre. Amém!”, 1:6.

sábado, 29 de dezembro de 2012


Ilha de Patmos

A P O C A L I P S E
Introdução
O autor do Livro do Apocalipse é o Senhor Jesus, 1:9. João, o evangelista, é o escriba, ou seja, o escritor.  
Em virtude do exercício e anúncio da fé em Cristo, mesmo sendo avançado de dias, João estava exilado na Ilha de Patmos, no mar Egeu, distante 90Km de Éfeso. Arrebatado em Espírito, teve a visão do Apocalipse. Esse acontecimento deu-se por volta do ano 98 d.C., período em que muitos povos do mundo estavam sujeitos ao domínio de Roma. Portanto, muitos dos nossos irmãos da Ásia sofriam severa perseguição por causa da fé, pois o governo romano foi ficando cada vez mais perverso e menos tolerante com o povo de Deus.
O livro do Apocalipse é também chamado de “O Livro da Revelação”, pois a palavra apocalipse, do grego, significa “revelação”.
Há alguns aspectos importantes a se considerar para a leitura desse livro:
1.   O livro é divinamente inspirado, profético e com fundamento no Velho Testamento;
2.   O próprio Senhor Jesus, glorificado, mostrou a João;
3.   É um livro onde João nos conta através de símbolos e imagens o que o Senhor o permitiu visualizar e relatar;
4.   O livro relata coisas que “em breve devem de acontecer”, 1:1; e que “o tempo está próximo”, 1:3.
A leitura do Apocalipse deve ser com um coração simples e aberto à operação do Espírito Santo, para: Embeber a alma, firmar a fé, estabelecer o temor e, inicialmente, sem a pretensão de saber os tempos e as formas.
Jesus vem!

sábado, 8 de dezembro de 2012

EVANGELHO DE JOÃO
O Hino do Verbo
Jo.1:1-14
O chamado Hino do Verbo apresenta Jesus como Deus. No primeiro versículo, a expressão “no princípio”, no grego, refere-se à eterna existência do Filho de Deus. O Senhor Jesus não foi criado, mas é co-eterno com o Pai.
A expressão “no princípio” usada em Gênesis 1:1, refere-se ao princípio do universo, ou seja, sua criação, a origem do tempo e matéria, mas, no “princípio” de João, Jesus “era” Deus, “e o  nome pelo qual se chama é a Palavra  de Deus”, Ap.19:13.
De forma apropriada, Deus é o primeiro substantivo mencionado na Bíblia. Percebe-se que a Escritura não discute ou tenta provar a Sua existência. Certamente porque Deus sabe que  pessoas honestas consigo mesmas reconhecem a existência de Deus. Este conhecimento é universal entre os homens, Sl.14:1; 19:1-3; Rm.1:18-20. Não é fácil ser um ateísta, exige muito esforço.  “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, Vs.14.
Existe uma ênfase clara no Evangelho de João em afirmar a divindade do Senhor Jesus, identificando-o como o Criador, “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”, Vs.3.
Todas as coisas foram criadas pela Palavra de Deus, pelo Verbo de Deus, o Senhor Jesus, “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”, Hb.1:1,2.
Ao mesmo tempo em que João, inspirado por Deus, apresenta-nos Jesus Cristo como Deus e como Criador, apresenta-nos também como Salvador, e a salvação não terá ocorrido sem guerra, a guerra entre a luz e as trevas, por isso escreve: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”, vs.5. Luz, neste versículo, refere-se a Jesus Cristo, pois João escreveu: “A vida estava nele e a vida era a luz dos homens”, vs.4. Trevas, refere-se a rebelião contra Deus, encabeçada pelo inimigo das nossas almas, um anjo caído. Vale salientar que a linha tênue entre trevas e luz é inexistente.
“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, 8:12. Deus enfatiza no Evangelho de João a necessidade que temos da Luz, que é Cristo, pois onde não há luz, há trevas. Cristo nos deu a vitória completa sobre toda obra maligna, morrendo de morte de cruz, “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”, Cl. 2:13-15.
É necessário esclarecer que, no sentido bíblico, treva significa também o desconhecimento e separação de Deus. Por isso, fomos comissionados para levar o Evangelho de Jesus a todo homem, para que, sabendo, creia e converta-se a Jesus, o Senhor. “Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim”, At. 26:15-18.
JESUS VEM!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Belém da Judéia
 EVANGELHO DE LUCAS
NASCIMENTO DO MESSIAS
CAPÍTULO 2
                                           
Nasce o Salvador, o Cristo Senhor! Nasceu na humildade e simplicidade. Fez-se pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza, 2 Cor.8:9. Para o recebermos, nossos corações devem estar com a simplicidade da manjedoura, 2:7. Despojados de nós mesmos, deixamos Cristo nascer em nossos corações para ser Rei, Senhor e Salvador.
Jesus nasce em Belém da Judéia, Mt.2:1, conhecida como a cidade de Davi, 2:11. Belém está localizada cerca de cinco quilômetros ao sul de Jerusalém. Seu nome em hebraico é Beit Lechem, a Casa do Pão, que sugestiva e profeticamente aponta para sua mensagem: “Eu sou o pão da vida...o pão vivo que desceu do céu”, Jo.6:48,51a.
Para que se cumprisse a escritura, Jesus nasceu em Belém, Mq.5:2. José subiu de Nazaré, na Galiléia, para a Judéia, a fim de alistar-se, 2:4. Após Jesus ter nascido e ter sido apresentado a Deus em Jerusalém, 2:22,23, voltaram para Nazaré, na Galiléia, onde Jesus cresceu, 2:39,40, por isso é chamado de Jesus de Nazaré.
A oração de Simeão, 2:28-32, representa uma transição que é experimentada por misericórdia, e com gratidão. Simeão está pronto para morrer, confortado com a sua visão de um futuro bem diferente para Israel e os gentios, lembrando-nos que nosso próprio tempo na terra é limitado, mas, que em Cristo, somos eternos. Maranata!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Evangelho de Lucas
 Zacarias, Isabel e João Batista
 
“No tempo de Herodes, rei da Judéia, havia um sacerdote chamado Zacarias, que pertencia ao grupo sacerdotal de Abias; Isabel, sua mulher, também era descendente de Arão”, 1:5.
 
Na nona semana do calendário judaico é a Festa do Pentecostes. Todos os oficiais do templo estavam em serviço em razão do grande afluxo de gente. Em seguida, na décima semana, recaía  sobre a 8ª família -  ABIAS (ABIAH) a responsabilidade pelo serviço no templo.
Na época do nascimento de Jesus o sacerdote dessa ordem era Zacarias, descendente de Abias, pois Davi havia dividido os sacerdotes em 24 turmas, I Cr.24:1-31.
Zacarias e Isabel, pais de João Batista, eram da tribo de Levi, sendo Isabel descendente direta de Arão. “Ambos eram justos aos olhos de Deus, obedecendo de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor”, 1:6. João Batista foi o último dos profetas do Velho Testamento, 16:16, encerrando-se nele o sacerdócio levítico/araônico.
Os cânticos de Isabel e Zacarias, cheios do Espírito Santo, 1:41-45, 67-80, profetizam a respeito de Jesus, o Messias, pré-anunciando a declaração de João Batista a respeito de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, Jo.1:29b.
Em Jesus, Deus, por juramento, estabeleceu o sacerdócil eterno segundo a ordem de Melquisedeque, rei de Salém, Hb.7:21,28. Por isso Ele pode salvar totalmente e eternamente as nossas vidas, pois Jesus é Rei, Senhor e Salvador.
Sua intercessão por nós é o fato de estar na glória e nos dar acesso ao Pai “pelo novo e vivo caminho”, ou seja, seu sangue por nós derramado na cruz, Hb.10:19,20.
Jesus Cristo glorificado no céu, na presença de Deus Pai, é a certeza de que lá estaremos, uma vez que não nos deixou órfãos.
Salvos, mas ainda não. Maranata!!! 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

EVANGELHO DE LUCAS
Comentários
..., havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado”, 1:3b,4.
 
Nesta passagem, Lucas nos faz lembrar as seguintes palavras: “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”, Mt.22:29, bem como o que aprendemos com o apóstolo Paulo: Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”, 2 Tm.2:15. E, “que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”, 2 Tm.3:17.
Quando lemos e meditamos na Palavra de Deus, estamos cumprindo Seu propósito para nossas vidas, pois é pela Palavra que Deus se revela, mediante a operação do Seu Espírito. E é pela Sua Palavra revelada que Deus nos santifica, preparando-nos a cada dia para nos encontrarmos com Jesus – “Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”, At.1:11b. E, “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”, Hb.12:14.
Desta forma, também estaremos sempre aptos a pregar sua Palavra, com intrepidez, e, a par e passo com o ensino do apóstolo Paulo, podermos dizer: “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê,...O justo viverá da fé”, Rm.1:16,17b.
O mero conhecimento bíblico não proporciona mudança, pois só o Espírito Santo faz com que a Palavra seja vida para o homem, fazendo-se uma "fonte de água que jorra para a vida eterna", Jo.4:14b. Portando, a Palavra de Deus, revelada pelo Espírito Santo, tem poder para salvar e santificar o servo de Deus.
Deus, mediante a sua Palavra viva: Quebra os grilhões, as portas e os ferrolhos de ferro, e as muralhas que aprisionam o homem. Basta anunciá-la no poder do Seu Espírito, para que Ele proporcione ao homem a experiência do novo nascimento.
Devemos ser valentes para sairmos de nossa zona de conforto, vencermos as barreiras internas e externas, indo à cisterna de Belém, junto à porta - Em Jesus, para, então, levarmos água àqueles que suspiram em suas almas pela Palavra profética. 2 Sam.23:15,16. 
Amém!